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“Ela é toda complexa, paranóica, neurótica. Ela é toda complicada, e além de ser assim, ela faz questão de complicar as coisas mais ainda. Ela é encrenca, cara. Das boas. Mas sorte a dela que eu me amarro em uma boa encrenca. Ela adora uma bagunça, e eu acabei entrando na bagunça dela. Eu me amarrei na complicação que veio junto com ela, me amarrei no jeito dela e me amarrei no sorriso dela. Quando ela chega de mansinho e abre aquele maldito sorriso eu me rendo. Eu me amarro nas covinhas que aparecem quando ela sorri. Eu curto o jeito dela. Curto ver ela toda ciumenta dizendo pra eu ir ficar com minhas amigas, e eu digo que vou só pra irritar mais ainda ela. Porque cara, eu adoro ver ela toda bravinha. Eu me amarro em implicar com ela e ver ela retrucando comigo. Sei lá, a gente se encaixa. Por mais que em todas as nossas brigas ela me mande embora, eu sei que ela adora me ver voltando. Eu me amarro quando ela me chama de idiota toda marrenta e depois diz que eu sou o idiota dela. A gente implica tanto um com o outro que já virou rotina. Ela diz que eu sou um cretino, que não presto e blábláblá. Eu retruco dizendo “mas é eu que tu ama”. Ela é irritante pra caramba. Ela adora mexer (bagunçar) no meu cabelo e cara, eu me amarro no carinho dela. Adoro quando ela vem fazendo aquele biquinho me pedindo algo e eu não consigo dizer não. Tá vendo? Eu não consigo dizer não pra ela. Porque, de mim ela acaba conseguindo qualquer coisa. Eu me amarro no jeito que só ela tem de me prender. De me puxar de novo, de novo e de novo. Eu me amarro na facilidade que ela tem de saber a hora certa de falar, de ouvir, de me entender. Ela me tem de uma forma que ninguém nunca teve. E po, logo eu que nunca fui de ninguém, acabei sendo só dela. Ela é daquele tipo de encrenca que você se embola tanto que não consegue mais sair. Eu me amarro em cada detalhe dela. Ela tem inúmeros defeitos, mas eu me amarro em cada um deles. Ela não é perfeita, mas tem um jeito que é exclusivamente dela. Só dela. Eu me amarro nas manias que ela tem, de mexer no cabelo arrumando a franja, de começar a roer as unhas quando fica nervosa, de comer uma barra inteira de chocolate quando está na TPM, entre outras. Eu me amarro quando faço cócegas nela e ela solta uma risada tão gostosa. Ela gruda em mim pedindo carinho, e eu me amarro nisso. Ela precisa de colo, e é o meu colo que ela quer pra deitar. Ela gosta de atenção e de demonstrações, por mais simples que sejam, e mesmo eu achando que talvez eu não deva ser o suficiente pra ela, eu acabo dando tudo o que ela precisa. Porque cara, eu me amarro nela. Eu me amarrei tanto nela, que agora não consigo me soltar mais.”
Nathalia Velozo. (via mists)



1 week ago70 notesviasourcereblog


Olho minhas fotos antigas e penso: Deus que me perdoe.








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